• CONCERTOS
  • 20 de Maio 2010

    High Places | Magina

    High Places
    Há uma beleza despretensiosa, nada dramática, na música dos High Places. Mary Pearson canta, quase sempre, no mesmo tom e as batidas, que saem das mãos de Rob Barber têm pudor em sair do lugar. É tudo pequeno, pequenino e circular. Mas nem por isso estranho ao corpo (faz dançar) – ou tem medo de crescer; cresce, cresce muito, em sons e imagens.

    Rob e Mary apareceram em 2006 em Brooklyn e vivem desde 2008 em Los Angeles. O primeiro disco, chamemos-lhe compilação, correu a Internet antes de ganhar um nome e edição oficiais (03/07–09/07, Thrill Jockey), o segundo saiu já com o selo da editora. Neste período tornaram-se presenças habituais em blogs, publicações on-line e artigos avulsos, entrevistas e festivais; e logo houve quem os acusasse: “oportunistas”. Sem ouvir com atenção.

    Concedamos: como alguns dos seus contemporâneos, os High Places têm cores estranhas à monocromia indie dos EUA (da sonoridade do gamelão da Indonésia aos ritmos do reaggae ou) e acasalam a electrónica com o palco e os instrumentos não electrónicos (os samples são sons preexistentes e originais ao lado de objectos, microfones, drum pads). Mas não são copistas (e se fossem, eram dos bons).

    Antes, limitam-se a inventar realidades: os My Bloody Valentine em field-recordings na floresta com Steve Reich; os Young Marble Giants com o Brian Eno nas Caraíbas. E o twee-pop da K Records sem bússola nas montanhas da Califórnia.

    Ou, a apenas, a realidade deles. Com um maravilhoso controlo da repetição que reconhece na pop – também – uma memória da infância. Coisa para contemplar e dançar. JM

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    Magina
    Estreia na Zé dos Bois de Pedro Magina, uma das metades dos Aquaparque – destacadíssimo nome da música nacional. A solo, socorrendo-se do seu Casio Tone Bank, Magina mantém-se firme no desbravar do seu trilho. Apesar de algumas coordenadas apontarem para a estratosfera, tal como preconizado pelos seus pares Oneohtrix Point Never ou Gavin Russon, o imaginário de Magina remete-nos para um tempo e espaço geográfico particular.

    Para esta noite, Magina terá Guilherme Canhão (Coclea, Gala Drop, O Uivo) como convidado especial.

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