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Cinema
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9, 16, 23, 30 Setembro 2009
Cinema no Terraço – Setembro 2009
CINEMA NO TERRAÇO ZDB
Em Setembro voltamos a apresentar cinema no nosso Terraço. Ao longo do mês, sempre às quartas-feiras pelas 22h00, serão exibidas cinco curtas e médias-metragens portuguesas, algumas das quais acompanhadas por pequenas surpresas como churrascos e discos quentes.
Os filmes deste ciclo afirmam-se pela emergência de novas cinematografias no âmbito do cinema português. Tradicionalmente um formato ingrato para os realizadores, por sistematicamente verem as suas curtas e médias metragens circunscritas ao circuito de festivais, este ciclo afigura-se como um espaço privilegiado para assistir ao que de mais entusiasmante se faz no panorama recente português.
Programação Daniela Ribeiro com apoio de Sérgio Hydalgo | Apoio técnico Cristiano Rodrigues Nunes e Bruno Moreira | Comunicação Daniela Ribeiro | Acolhimento Inês Castaño e Paulo Queiroz | Manutenção Maria Emília Pereira | Imagem gráfica Sílvia Prudêncio
Galeria Zé dos Bois – Terraço
Rua da Barroca, 59Actividades para maiores de 12 anos
Entrada: 2 €
Reservas Tel. 21 343 02 05
+ info: www.zedosbois.org
ZDB é uma estrutura apoiada pela Direcção-Geral das Artes / Ministério da Cultura
Dia 9
MAIS ALMA
DE CATARINA ALVES COSTADiscos quentes após exibição, por Sérgio Hydalgo e Filipe Felizardo
2001, Documentário, 56′, DVD, cor (formato original Betacam Digital)
Durante um Verão, o filme segue, em duas ilhas do arquipélago de Cabo Verde, o processo de criação dos espectáculos que serão apresentados no festival de teatro do Mindelo.
Um olhar também sobre a vida fora do palco, acompanhando de perto pessoas que querem encontrar formas de exprimir uma identidade nova, “uma África…”.
Os ensaios e bastidores, o nascimento e a discussão das ideias dos grupos de dança Raiz di Polon e Terra a Terra, do grupos de teatro Otaca e dos Acrobatas da Pedra Rolada. O uso do corpo como instrumento de criação. E um músico, Orlando Pantera que nos indica o caminho da inspiração: mais alma…
Catarina Alves Costa é Antropóloga, Realizadora de documentários e Produtora. Fez o mestrado no Granada Center for Visual Anthropology, Univ. Manchester. É, desde 1998, assistente convidada na Universidade Nova de Lisboa, Departamento de Antropologia onde ensina Filme Etnográfico e Antropologia Visual. Da sua filmografia principal fazem parte Regresso à Terra. (1992), Senhora Aparecida (1994), Swagatam (1998), Mais Alma (2001), O Arquitecto e a Cidade Velha (2003), mas tem trabalhado no âmbito museológico, nomeadamente com os documentários O linho é um sonho, e A seda é um mistério, para o Museu Tavares Proença de Castelo Branco. Tem publicado e participado em conferências nas áreas de especialidade: Antropologia Visual, Filme Etnográfico, Documentarismo.Dia 16
ARCA D’ÀGUA
DE ANDRÉ GIL MATA
2009, Ficção, 23’, DVD, COR e P&B (formato original 35mm | 1:1,66)Num lago rodeado de edifícios, um homem constrói um barco. O sonho de uma viagem impossível, na livre procura das memórias de um passado eterno. Uma reflexão sobre o efeito da metamorfose do tempo e do espaço na vida de um homem e na sua feliz morte.
André Gil Mata nasceu em 1978. Estudou matemática e trabalhou em fotografia e teatro. Fundou o laboratório de fotografia e cinema Átomo47. É um dos elementos do “Bando à Parte”. “Arca d’Água” é o seu primeiro filme como realizador.
Dia 23
OUTSIDE & EXÓTICA
DE SÉRGIO CRUZ
2008, documentários, 15’20’’ e 05’10’’, DVD, corOUTSIDE
O filme é o diário de uma residência artística em Pequim filmado durante o período de um mês (Setembro 2007). Observa as ruas da cidade chinesa, onde uma intensa vida cultural aflora a cada esquina. Numa clara transição do antigo para o moderno, a cidade prepara-se, a ritmo acelerado, para receber os Jogos Olímpicos de 2008.
EXÓTICA
“Exótica” resulta de uma residência artística em Maputo (Moçambique) em Março de 2008. Além de explorar os elementos da cultura local e o seu impacto nos ritmos e rotinas quotidianas da cidade, toca em questões como o movimento e a inscrição do corpo nos espaços urbanos. O filme apresenta justaposições de fragmentos de floresta com recortes de edifícios de betão e rituais de dança e música, capturados na cidade de Maputo. A banda sonora combina os sons originais das filmagens, incluindo sons naturais, batuques, de trabalhadores e tráfico da cidade, que se vão transformando progressivamente numa faixa de drum&bass.
Sérgio Cruz nasceu em V. N, de Famalicão em 1977. Vive e trabalha entre Portugal e Inglaterra como artista/realizador. Licenciou-se em Som e Imagem na Escola das Artes da UCP do Porto levando a cabo estudos de Design de Som na Universidade de HKU, Holanda. Com o objectivo de conjugar o interesse pelo cinema, performance e artes plásticas, conclui dois Mestrados em Londres, o primeiro na Central Saint Martins e o segundo em “Dance for the Screen” na London Contemporary Dance School.
Desde então tem dedicado a sua prática artística à exploração do movimento humano através de uma abordagem cinematográfica.
Dia 30
COOKIE
DE GABRIEL ABRANTES
EM COLABORAÇÃO COM DANIEL SCHMIDT E NATXO CHECABarbecue com a presença do realizador
Ficção (work in progress), 30 min, DVD, cor (formato original 16mm), em inglês.
Com a sensualidade frívola da Brasília de Niemeyer e a sublime majestade das Cataratas do Iguaçu como pano de fundo, dois rapazes americanos fazem um retiro do seu tédio urbano procurando “raparigas nativas puras e limpas”. A inocência deste romance ingénuo está infectada com uma demanda eugénica, infundida em proclamações sobre a beleza da mistura de sangue e de um novo futuro. A sardónica apatia desta juventude falsamente melancólica filtra os seus exoticismos fin-de-siècle, o seu desejo de um amor verdadeiro, e os seus enigmas crivados de culpabilidade, na sua procura de pura empatia com a pobreza.
Gabriel Abrantes nasceu em Chapel Hill, Carolina do Norte nos Estados Unidos em 1984. Entre 2002 e 2006 efectuou o BA em Cinema e Artes Plásticas na Cooper Union for the Advancement of Science and Art, em Nova Iorque. Em 2005/2006 estudou na L’Ecole National des Beaux-Arts, em Paris, e em 2007 frequentou o mestrado do Le Fresnoy – Studio National des Arts Contemporains, em Tourcoing, França. Realiza exposições individuais desde 2002: “Shitfest 2006 or Oh my god it was amazing, you should have been there”, Houghton Gallery, Nova Iorque; “Buttpocalipse”, Galeria 111, Lisboa, 2007; “Visionary Iraq”, com Benjamin Crotty, Galeria111, Porto, 2008, “20-30 Experiments in Moral Relativism”, Galeria 111, Lisboa; e “Too Many Daddies Mommies and Babies”, Lumiar Cité, Escola Maumaus, Lisboa, 2009. Ganhou o Prémio EDP Novos Artistas em 2009. “Visionary Iraq” recebeu o Prémio FNAC Jovens Talentos no Indie Lisboa de 2009
Daniel Schmidt (1984, New Haven, CT – US) vive e trabalha em Brooklyn e Los Angeles. Estudou Cinema e Televisão na Tish School of the Arts, Nova Iorque (2002-2006) assim como na Universidade de Yale (2004). O seu filme For Crying Out Loud, um melodrama de uma hora dividido em três partes, foi exibido em diversos festivais de cinema. Desde então tem participado em vários trabalhos como Teen Opera um episódio piloto com Katie Widloski; Cookie uma curta-metragem com Gabriel Abrantes e Big Hug , uma longa com Widloski e Abrantes. De momento, passa o tempo entre as duas costas americanas produzindo uma variedade de músicos independentes. Está actualmente a trabalhar numa longa-metragem.
+ info: Entrevista Arte Capital | Vídeo
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