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  • 8,9,10,15,16, 22, 23, 24, 29 e 31 Julho 2011

    Cinema no Terraço – Julho 2010

     

    Foto de Sara Rafael


    Durante o Verão, de quarta a sábado, das 18h às 00h, a ZDB tem o seu terraço aberto ao Público.

    Para além de poder desfrutar deste novo espaço poderá também assistir à exibição de filmes de autor.

    Filmes dificilmente distribuídos em Portugal ou raramente exibidos nas salas de cinema; de novos autores de diferentes cinematografias emergentes, ou que se foram impondo ao longo da história do cinema; documentários ou ficção…

    Uma boa oportunidade para vir conhecer o nosso terraço, beber um refresco e assistir a diferentes propostas descontraidamente imperdíveis!

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    Julho cinema no terraço às 22h

    Quartas: Programa CICLO DE CINEMA NO TERRAÇO
    filmes/documentários relacionados com música.

    Quintas: 4 filmes de HEDDY HONIGMANN

    Sextas: 3 filmes de SATYAJIT RAY

    Sábados: 2 filmes de JEAN ROUCH

     

    ENTRADA LIVRE

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    Quintas com Heddy Honigmann cortesia MIDAS FILMES
    O pack dvd de Heddy Honigmann inclui O OLVIDO | PARA SEMPRE | METAL E MELANCOLIA | O AMOR NATURAL

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    DIA 8 DE JULHO ÀS 22H
    METAL E MELANCOLIA
    DE HEDDY HONIGMANN

    (Holanda, 1993, 80’, cor, 4:3, Espanhol legendado em Português)

    No início dos anos 90, em resposta à inflação e a um governo desestabilizado pela corrupção, muitos profissionais de classe média do Peru usavam os seus carros particulares para fazer biscates como taxistas. METAL E MELANCOLIA dá conta de como estes taxistas ocasionais, um professor, um empregado do Ministério da Justiça, um actor de cinema, um policia, conseguem circular nas ruas congestionadas e esburacadas de Lima em carros decrépitos cujas técnicas de sobrevivência são tão fascinantes como as dos seus proprietários.

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    DIA 9 DE JULHO ÀS 22h
    PATHER PANCHALI (A CANÇÃO DA ESTRADA)
    DE SATYAJIT RAY

    (Índia, 1955, 120’, p&b, Bengali com legendas em Espanhol)

    Considerado uma das obras-primas do cinema mundial, este filme foi a estreia de Satyati Ray no cinema. Recuperado em finais dos anos 90, após um incêndio que destruiu os negativos originais, este é o primeiro filme que deu origem à Trilogia de Apu. Nela se narra a história comovente de uma família de Bengali perseguida pela má sorte. O pai, Harihara, é um sacerdote mundano, curandeiro, sonhador e poeta. Sabajaya, a mãe trabalha para alimentar uma família, que recebe com alegria e esperança a chegada de um novo filho, Apu.

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    DIA 10 DE JULHO ÀS 22h
    LES MAÎTRES FOUS (OS MESTRES LOUCOS)
    DE JEAN ROUCH

    (França, 1955, 30’, cor, francês)

    Filmado em apenas um dia, o filme revela as práticas rituais de uma seita religiosa. Os praticantes do culto Hauka, trabalhadores nigerianos reunidos em Accra, reúnem-se por ocasião da sua cerimónia anual. Na ‘concessão’ (…) do grande padre Mountbyéba, após uma confissão pública, inicia-se o ritual da possessão. Saliva, tremedeiras, respiração ofegante…são os signos da chegada dos ‘espíritos da força’, personificações emblemáticas da dominação colonial: o cabo da polícia, o governador, o doutor, a mulher do capitão, o general, o condutor da locomotiva, etc…A cerimónia atinge o seu zénite com o sacrifício de um cão, o qual será devorado pelos possuídos. No dia seguinte, os iniciados retornam às suas actividades quotidianas.

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    DIA 15 DE JULHO ÀS 22h
    O AMOR NATURAL
    DE HEDDY HONIGMANN

    (Holanda, 1996, 76’, cor, 4:3, Português)

    Os poemas eróticos de um dos maiores nomes da literatura brasileira, Carlos Drummond de Andrade, são o ponto de partida para conversas com cariocas de terceira idade sobre a sua sexualidade em que se partilham com humor e malícia memórias de sexo e amor. O AMOR NATURAL acaba por se revelar um filme que vai para alem da poesia. É uma viagem riquíssima, uma reflexão sobre a passagem do tempo e uma ode ao desejo

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    DIA 16 DE JULHO ÀS 22h
    APARAJITO (THE UNVASQUISHED) 1956
    DE SATYAJIT RAY

    (Índia, 1956, 105’, p&b, Bengali com legendas em Espanhol)

    Aparajito desde a sua estreia nunca deixou de ser reconhecido como um dos Cem Melhores Filmes da História do Cinema. Recuperado nos finais dos anos 90, após um incêndio que destruiu os negativos originais, este filme foi realizado por Satyajit Ray por causa do sucesso de Pather Panchali (A Canção do Caminho) e mostra a juventude de Apu em Benarés, o seu desejo de independência e de estudar em Calcutá, para poder levar uma vida diferente da que havia conhecido com seus pais.

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    DIA 22 DE JULHO ÀS 22h
    PARA SEMPRE
    DE HEDDY HONIGMANN

    (Holanda, 2006, 96’, cor, 16:9, Francês legendado em Português)

    PARA SEMPRE é um filme sobre o poder e a vitalidade da arte e um lugar onde amor e morte andam de mãos dadas e a beleza perdura: o cemitério Père – Lachaise em Paris, local de descanso final de famosos como Gertrude Stein e Jim Morrison. Pelos seus portões, chegam turistas com câmaras fotográficas que visitam a campa de Marcel Proust (apesar de nunca o terem lido) e que cantam junto ao túmulo de Yves Montand.

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    DIA 23 DE JULHO ÀS 22h
    APUR SANSAR (THE WORLD OF APU) 1959
    DE SATYAJIT RAY

    (Índia, 1959, 101’, p&b, Bengali com legendas em Espanhol)

    Apur Sansar (O Mundo de Apu) conclui a Trilogia de Apu criando a melhor e mais bela trilogia da História do Cinema. Apu alcançou tragicamente a sua necessidade de independência e sente uma reforçada ânsia de conhecimento. O seu desejo de escrever, sonhar e amar parecem cumprir-se ao conhecer e casar-se com Aparna. Recuperado nos finais dos anos 90, após um incêndio que destruiu os negativos originais, é uma obra prima do cinema mundial, e uma das mais ternas e sensíveis histórias de amor.

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    DIA 29 DE JULHO ÀS 22h
    O OLVIDO
    DE HEDDY HONIGMANN

    (Holanda/Alemanha, 2008, 95’, cor, 16:9, Espanhol legendado em Português

    O OLVIDO leva-nos à cidade esquecida de Lima, a um povo esquecido, os peruanos e, como a maioria dos países da América Latina, à terra esquecida do Peru. Estas pessoas, para quem a ironia é uma arma de sobrevivência, têm também que esquecer para não ceder ao cinismo, ao ódio e à dor. Um filme sobre aqueles que tentam recordar os velhos tempos quando a vida – apesar das diferenças de classe, corrupção e violência – era ainda boa.

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    DIA 31 DE JULHO ÀS 22h
    MOI, UN NOIR (EU, UM NEGRO)
    DE JEAN ROUCH

    (França, 1958, 72’, cor, em francês)

    Jovens nigerianos deixam a sua terra natal para procurar trabalho na Costa do Marfim. Desenraizados, no meio da civilização moderna, acabam chegando a Treichville, bairro operário de Abdijam. O herói, que conta a sua própria história, auto-denomina-se Edward G. Robinson, em honra ao actor americano. Da mesma forma, os seus amigos escolhem pseudónimos destinados a lhes forjar, simbolicamente, uma personalidade ideal.

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