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CONCERTOS
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10 de Março 2011
Arthur Doyle | Pão
Arthur Doyle
Arthur Doyle é grito, fogo e fumos. É dos poucos capazes de sobreviver à sua própria lenda. No seu sopro, o jazz tornou-se uma bala. Nenhum outro saxofone será tão imediatamente reconhecível – como confundir isto?
Natural do Alabama, no Sul profundo dos Estados Unidos da América, é na Nova Iorque dos anos 1970, entre o free-jazz que ainda descia dos sótãos de Manhattan e a no-wave que manchava os passeios, que Doyle faz sentido de uma linguagem que o sacudia e que ia do r&b da sua juventude às vanguardas ásperas do momento. A sua estreia em disco acontece em 1973, no seminal “Black Ark” de Noah Howard. Segue-se – após alguns anos de intermitência perdidos na confusão da cidade – em 1978 a primeira gravação como líder, “Alabama Feeling”, e aqui já um ruído imenso soa pela rua. Quase ninguém o ouve – fala-se em apenas mil cópias prensadas – mas aquela fúria pungente e inadiável não se calou. Com Rudolph Grey (dos Mars) e Beaver Harris forma em 1980 os Blue Humans, durante algum tempo o trio mais incendiário do mundo que era a baixa nova-iorquina. Com o avançar da década e o progressivo asfixiar de oportunidades para a sua música, Doyle atravessou o oceano até Paris, onde passou os anos seguintes rodeado de lâminas disformes, em quase completa obscuridade. Por vezes na prisão.
Arthur Doyle regressa a Nova Iorque em meados dos anos 1990. É aí, na garagem suburbana de um irmão, que inicia uma série de gravações caseiras a solo, coléricas manchas de som que Thurston Moore edita através da Ecstatic Peace! Os concertos sucedem-se, agora regularmente documentados por editoras como a Ayler Records, Qbico, Audible Hiss ou Ectatic Yod. As sirenes voltam a bramir, o ar à sua volta a alimentar-se de chamas. MP
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Pão
Recusando epítetos e abraçando linguagens musicais tão díspares quanto o jazz pós-Coltrane, o drone da Theatre of Eternal Music ou o rock mais aventureiro, Pedro Sousa, Travassos e Tiago Sousa – três dos mais destemidos músicos nacionais – juntam-se, no final de 2010, para formar o colectivo PÃO.
Num periclitante compromisso harmónico e textural, o trio funde magistralmente a electrónica, um harmónio, as teclas e um saxofone tenor, numa implosão contínua. SH
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Entrada: €8
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