• CONCERTOS
  • 12 de Março 2011

    Julianna Barwick | Magina

    Julianna Barwick

    Assente numa identidade artística ímpar, serenamente edificada, a música de Julianna Barwick pauta-se por um inabalável talento melódico. Numa voz celestial que se multiplica em delays solares, Julianna Barwick canta com sobriedade e elegância, num gospel que tanto remete para as harmonias vocais de um Brian Wilson dos tempos em que descobre o LCD, uma Liz Harris (Grouper) de bem com a vida ou Elizabeth Frazer em dieta R&B.

    Depois de um par de registos auto-editados, Julianna Barwick chega finalmente à Asthmatic Kitty, editora gerida por Sufjan Stevens, para lançar “The Magic Place” – disco que suplanta, em qualidade de interpretação, composição e produção, tudo o que fez até agora. Figura de culto, celebrada por Dave Longstreth (Dirty Projectors) ou Diplo, Julianna Barwick marca já, indelevelmente, o ano de 2011.

    Elegia à voz, ao poder da canção enquanto veículo de expressão da pele. SH

    + info: Site | Myspace | Ashtmatic KittyRecords | Video

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    Foto de Vera Marmelo

    Magina

    De uma grandeza, pureza e inocência ímpar, Pedro Magina (também Aquaparque e June) revela em “Nineteen Hundred And Eighty Five” (Not Not Fun, 2011) todo um universo no domínio do inatingível. Sucedendo a “Nazca Lines” (2010, Ruralfaune), os temas desta nova cassete sugerem a cosmologia de JD Emmanuel ou Iasos, mas também a brisa de uns Spaceman 3.

    Melodias de natureza tão simples quanto universal, Magina atinge aqui a beleza em suspensão. SH

    + info: Myspace | VídeoVídeoRuralfauneNot Not FunEntrevista

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